A imagem desta artista reflete forte identidade de uma cultura que dialoga com a tradição, com a música popular e a música do mundo. Enxerga para além do Maranhão e se encontra na simplicidade de artistas que cantam a sua mesma mensagem em outros idiomas e sotaques.

O canto de Dicy tem a beleza das coisas frágeis. É como um bordado de renda a ser tecido. Na tessitura de seus arranjos vocais há um entrelaçado de uma voz delicada e segura, com detalhes que exigem do ouvinte um tempo de contemplação e maturação, um tempo que foi oprimido pela impaciência da modernidade. Sua voz evoca memórias e promove o reencontro de vivências e histórias. Não é um canto solitário, egoísta, auto-suficiente. Ele busca a voz do outro, a voz de todos e alcança qualquer coisa de nós que há muito quer se encontrar.
Alberto Júnior
 

Dicy é uma das novas expressões da música contemporânea produzida atualmente no Maranhão. Maranhense de Coroatá, cresceu em Imperatriz onde começou sua historia musical como integrante do “Flor de Cáctus”, projeto musical formado junto das  cantoras  Jovinha Rocha e Helyne Jully. Participou de festivais de música, conquistando assim espaço no cenário da música no maranhão: “Festival Caneleiros de Musica da Terra” (Premio de melhor interprete e 3° lugar no premio de melhor música), “FABER- Festival Aberto Balneário Estância do Recreio” (Premio de Revelação). Já na capital São Luis foi premiada com 1º Lugar no 11º Festival Universitário de Reggae - UNIREGGAE, com a música Lavadeira e 1º Lugar III Festival João do Vale de Música Popular em 2008 com a musica Redemoinhos. 2º Lugar no 12º Festival Universitário de Reggae com a musica Baixada de sua autoria em parceria com Joaquim Ferreira. Dicy foi escolhida como “Talento da noite” no Prêmio Universidade 2011”.

Com ouvidos atentos aos novos compositores e intérpretes da música feita no mundo, Dicy Rocha tem como influência artistas de forte identidade na cultura negra, como, Cesaria Évora, Milton Nascimento, João do Vale, Bob Marley, Wilson Moreira e os mais contemporâneos Gérson da Conceição, Lura, Nego Ka'apor e Elizeu Cardoso.